Reforma Tributária 2027: e-commerce do Simples Nacional deve escolher o regime puro ou híbrido?

Reforma Tributária muda a estratégia tributária dos e-commerces do Simples Nacional

A partir de 2027, empresas de e-commerce optantes pelo Simples Nacional terão uma nova decisão tributária importante.

Além de continuar ou não no Simples Nacional, será necessário avaliar como IBS e CBS serão recolhidos.

Na prática, o e-commerce poderá seguir dois caminhos:

Simples Nacional puro: IBS e CBS permanecem dentro do DAS.

Simples Nacional híbrido: a empresa continua no Simples Nacional, mas passa a recolher IBS e CBS separadamente pelo regime regular.

Essa escolha pode parecer apenas uma mudança na forma de pagamento dos impostos.

Mas, para empresas de comércio eletrônico, ela pode alterar significativamente o custo tributário, os créditos fiscais, a margem das vendas e até a formação dos preços.

Isso acontece porque o e-commerce normalmente possui uma característica muito diferente de uma empresa prestadora de serviços:

compra grandes volumes de mercadorias para revenda.

E é justamente nas compras que está uma das principais diferenças entre os dois modelos.


O que acontece com o Simples Nacional em 2027?

O Simples Nacional não será extinto com a Reforma Tributária.

Pequenas empresas continuarão podendo utilizar o regime simplificado, desde que atendam aos requisitos legais.

A novidade é que o empresário poderá optar por recolher IBS e CBS pelo regime regular, mantendo os demais tributos dentro do Simples Nacional.

Ou seja:

a empresa não precisa sair do Simples para utilizar o sistema de créditos do IBS e da CBS.

Surge, assim, o chamado Simples Nacional híbrido.

Essa possibilidade muda significativamente o planejamento tributário de empresas comerciais.


O que é o Simples Nacional puro?

No modelo tradicional, que podemos chamar de Simples puro, a empresa continua recolhendo os tributos abrangidos pelo regime dentro da guia do DAS.

A vantagem mais evidente é a simplicidade operacional.

O empresário mantém uma sistemática tributária menos complexa e não precisa realizar uma apuração completa de débitos e créditos de IBS e CBS.

Por outro lado, existe uma limitação importante.

Quando IBS e CBS permanecem dentro do Simples Nacional, a própria empresa não utiliza os créditos desses tributos da mesma maneira que uma empresa submetida ao regime regular.

Para alguns segmentos isso pode ter impacto pequeno.

Para um e-commerce, pode ser relevante.


Por que os créditos são tão importantes para um e-commerce?

Considere uma loja virtual que vende R$ 300 mil por mês.

Para realizar essas vendas, ela compra R$ 190 mil em mercadorias.

Nesse caso, aproximadamente:

63% do faturamento está relacionado à compra do estoque.

Essa estrutura é bastante diferente de uma empresa de serviços que fatura R$ 300 mil e possui apenas R$ 20 mil ou R$ 30 mil de despesas potencialmente creditáveis.

Quando uma empresa possui muitas compras tributadas, a possibilidade de aproveitar créditos de IBS e CBS passa a ter um peso maior.

É por isso que o Simples híbrido pode ser particularmente importante para:

  • lojas virtuais;
  • distribuidores;
  • varejistas;
  • atacadistas;
  • empresas omnichannel;
  • operações que vendem por marketplaces;
  • empresas com elevado custo de mercadoria vendida.

Como funciona o Simples híbrido?

No Simples híbrido, a empresa continua enquadrada no Simples Nacional.

Entretanto, IBS e CBS deixam de ser recolhidos dentro do DAS e passam para a sistemática regular.

Simplificando:

Simples puro

DAS
→ demais tributos
→ IBS
→ CBS

Simples híbrido

DAS
→ demais tributos do Simples

Apuração separada
→ IBS
→ CBS

A principal consequência é que a empresa passa a participar da sistemática de débitos e créditos do novo modelo tributário.


Como funciona a lógica de crédito do IBS e da CBS?

Imagine um exemplo meramente ilustrativo.

Um e-commerce compra mercadorias e, nessa operação, existe incidência de IBS e CBS.

Posteriormente, a empresa vende essas mercadorias e gera novos débitos de IBS e CBS.

No regime regular, os valores permitidos como créditos nas compras podem ser utilizados para compensar parte dos débitos gerados pelas vendas.

A lógica é aproximadamente:

IBS/CBS sobre as vendas

menos

créditos permitidos de IBS/CBS sobre as compras

igual

valor líquido a recolher.

Essa estrutura é especialmente importante para negócios que possuem alto volume de compras.


Quanto maior o custo da mercadoria, mais importante fica a análise

Um indicador muito útil para o e-commerce será a relação:

compras ÷ faturamento.

Veja dois exemplos.

E-commerce A

Faturamento mensal: R$ 200.000

Compras de mercadorias: R$ 40.000

Relação compras/faturamento:

20%

Nesse caso, o potencial de créditos pode ser relativamente menor.

O Simples puro pode continuar bastante competitivo.


E-commerce B

Faturamento mensal: R$ 200.000

Compras de mercadorias: R$ 140.000

Relação compras/faturamento:

70%

Nesse segundo cenário, a situação muda completamente.

Uma parcela muito maior da operação pode estar associada a compras geradoras de créditos.

Consequentemente, o Simples híbrido passa a merecer uma análise muito mais detalhada.


Então todo e-commerce deve escolher o Simples híbrido?

Não.

Esse é provavelmente um dos principais erros que poderão ocorrer durante a transição da Reforma Tributária.

O fato de uma empresa comercial possuir muitas compras não significa automaticamente que o regime híbrido será mais barato.

Existem diversas variáveis.

É necessário saber:

  • quem são os fornecedores;
  • como esses fornecedores serão tributados;
  • quais aquisições efetivamente geram créditos;
  • qual é a margem da operação;
  • qual é o custo das mercadorias;
  • quais produtos possuem tratamento tributário diferenciado;
  • quanto custará a nova estrutura de compliance;
  • qual é o perfil dos clientes;
  • quanto a empresa vende para consumidores e quanto vende para outras empresas.

Por isso, a decisão precisa ser feita por meio de uma simulação tributária.


E-commerce B2C: o que muda?

No e-commerce B2C, a maior parte das vendas é realizada para consumidores finais.

Nesse cenário, o cliente não utiliza crédito de IBS e CBS.

Portanto, a vantagem comercial de oferecer crédito ao comprador praticamente desaparece.

Mas existe outro lado da operação.

O próprio e-commerce continua realizando compras.

Imagine uma loja que venda roupas diretamente para consumidores.

Ela pode comprar grandes volumes de peças de fabricantes ou distribuidores.

Mesmo que seus clientes finais não utilizem créditos, a loja pode ter créditos relevantes em suas próprias aquisições caso esteja no regime híbrido.

Por isso, dizer que “e-commerce B2C deve ficar no Simples puro” é uma simplificação perigosa.

A resposta depende dos números.


E-commerce B2B pode ter um motivo adicional para analisar o híbrido

Para operações B2B, existe outro componente.

O cliente empresarial pode valorizar os créditos tributários relacionados às suas compras.

Isso significa que a decisão do fornecedor pode influenciar não apenas sua própria carga tributária, mas também a percepção de preço do cliente.

Imagine que uma empresa esteja comparando dois fornecedores que vendem o mesmo produto pelo mesmo preço.

Se uma das operações permitir um aproveitamento maior de créditos tributários, o custo econômico daquela compra poderá ser menor.

Com a Reforma Tributária, essa lógica pode ganhar importância nas negociações B2B.

Por isso, e-commerces que vendem para:

  • empresas;
  • revendedores;
  • escritórios;
  • indústrias;
  • distribuidores;
  • redes de varejo;

devem avaliar cuidadosamente o impacto comercial do modelo escolhido.


Marketplaces também precisam entrar na análise

Uma parcela significativa dos e-commerces brasileiros vende por meio de marketplaces.

Essas operações normalmente envolvem custos como:

  • comissão;
  • logística;
  • publicidade;
  • serviços de tecnologia;
  • meios de pagamento;
  • armazenagem;
  • fulfillment;
  • outras tarifas da plataforma.

Com o novo sistema tributário, será necessário identificar quais dessas despesas podem gerar créditos de IBS e CBS e em quais condições.

Em algumas empresas, essas despesas representam uma parcela expressiva da receita.

Portanto, calcular apenas os créditos das compras de mercadorias pode subestimar o potencial do regime híbrido.


Frete poderá influenciar a decisão?

O frete também pode ter grande peso para empresas digitais.

Dependendo da estrutura da operação, um e-commerce pode gastar milhares de reais por mês com transportadoras e operadores logísticos.

Esses gastos precisam ser considerados na simulação tributária, observadas as regras aplicáveis para apropriação de créditos.

Empresas com grande volume de logística podem apresentar uma estrutura muito diferente de lojas que repassam integralmente o custo do transporte ao cliente ou trabalham com retirada local.

Mais uma vez, o modelo de negócio interfere diretamente na decisão.


Simples puro x Simples híbrido: comparação para e-commerce

CritérioSimples puroSimples híbrido
Permanece no Simples NacionalSimSim
IBS e CBS dentro do DASSimNão
IBS e CBS no regime regularNãoSim
Utilização de créditos das comprasLimitada pela sistemática do SimplesPode ocorrer conforme as regras do regime regular
Complexidade administrativaMenorMaior
Controle fiscalMais simplesMais detalhado
E-commerce com pouco estoquePode ser interessanteDepende da simulação
E-commerce com muitas comprasPrecisa ser comparadoPode ganhar vantagem
Operação B2BPode ter efeito comercialPode aumentar relevância dos créditos
Operação B2CPode ser competitivoCréditos das compras podem fazer diferença

O fornecedor pode mudar completamente o resultado

Uma empresa que compra R$ 100 mil por mês não deve assumir automaticamente que terá o mesmo valor potencial de créditos em qualquer situação.

É necessário saber de onde vêm essas compras.

Por exemplo, o resultado pode ser diferente entre uma empresa que compra:

90% do estoque de grandes indústrias submetidas ao regime regular

e outra que compra:

90% do estoque de pequenos fornecedores enquadrados no Simples Nacional.

A análise tributária de 2027 precisará incluir um verdadeiro mapa de fornecedores.

O ideal é identificar:

  • participação de cada fornecedor nas compras;
  • regime tributário;
  • tipo de produto;
  • tratamento tributário;
  • potencial de geração de crédito.

Esse levantamento poderá mostrar se o híbrido faz ou não sentido.


A margem do produto também importa

Considere dois e-commerces.

Loja A

Compra por R$ 50.

Vende por R$ 150.

Margem bruta relativamente elevada.

Loja B

Compra por R$ 120.

Vende por R$ 150.

Margem muito menor.

Na Loja B, a compra representa parcela muito maior do preço final.

Consequentemente, os créditos relacionados às aquisições podem ter peso muito maior no resultado.

Por isso, negócios com margens apertadas e alto custo de mercadoria devem prestar atenção especial à escolha entre puro e híbrido.


O regime híbrido também aumenta a complexidade

Nem tudo são vantagens.

Ao escolher a apuração regular de IBS e CBS, a empresa passa a lidar com um nível maior de controle.

Será necessário acompanhar com mais precisão:

  • documentos fiscais;
  • créditos;
  • débitos;
  • fornecedores;
  • classificação das operações;
  • regras específicas de tributação;
  • conciliações;
  • sistemas;
  • obrigações acessórias.

Isso poderá aumentar custos com:

  • contabilidade;
  • tecnologia;
  • integração de ERP;
  • plataformas fiscais;
  • revisão tributária;
  • controles internos.

Portanto, a economia tributária precisa ser comparada com o custo adicional de compliance.


Como saber qual opção realmente economiza mais?

O correto é construir dois cenários.

Cenário 1 — Simples puro

Calcular:

  • faturamento;
  • alíquota efetiva do Simples;
  • DAS;
  • margem;
  • créditos não apropriados.

Cenário 2 — Simples híbrido

Calcular:

  • parcela remanescente do Simples;
  • IBS e CBS sobre as vendas;
  • créditos permitidos sobre as compras;
  • créditos sobre outras despesas;
  • custo adicional de compliance;
  • impacto comercial;
  • fluxo de caixa.

Depois, deve-se comparar o resultado líquido.

A pergunta não deve ser apenas:

“Qual alíquota é menor?”

A pergunta correta é:

“Qual opção deixa mais resultado líquido no caixa da empresa?”


Quais e-commerces devem analisar primeiro o Simples híbrido?

O híbrido tende a merecer atenção especial em empresas que possuem:

Alto CMV

Quanto maior o custo da mercadoria vendida, maior tende a ser a relevância potencial dos créditos.

Fornecedores do regime regular

Compras de empresas submetidas ao regime regular podem tornar o creditamento mais relevante.

Margens menores

Empresas que trabalham com margem apertada sentem de forma mais intensa qualquer diferença tributária.

Alto gasto logístico

Fretes, armazenagem e outras operações relacionadas devem entrar na conta.

Vendas B2B

Clientes empresariais podem analisar o potencial de crédito recebido na operação.


Quando o Simples puro pode continuar sendo interessante?

O Simples puro pode permanecer vantajoso quando:

  • o volume de compras potencialmente creditáveis é pequeno;
  • a margem da empresa é elevada;
  • o negócio possui poucos custos tributados;
  • os fornecedores geram poucos créditos;
  • a diferença tributária entre os modelos é pequena;
  • a empresa valoriza fortemente a simplicidade operacional;
  • o custo do compliance do híbrido elimina sua eventual economia.

Portanto, simplicidade também possui valor econômico.


O erro de escolher apenas pela facilidade

Durante muitos anos, uma das principais vantagens do Simples Nacional foi justamente facilitar o recolhimento tributário.

Esse benefício continuará existindo.

Entretanto, a Reforma Tributária cria uma situação nova.

Para determinados negócios, pagar de forma mais simples poderá não significar pagar menos.

O e-commerce deverá colocar na balança:

simplicidade versus créditos tributários.

Essa será uma das principais decisões tributárias de 2027.


O erro de escolher o híbrido apenas por causa dos créditos

Existe também o erro oposto.

Algumas empresas poderão pensar:

“Se o híbrido gera créditos, então ele sempre será melhor.”

Também não é verdade.

Crédito tributário não significa automaticamente redução da carga total.

Será necessário calcular:

débitos – créditos + demais tributos + custos adicionais.

Somente o resultado completo permite uma comparação correta.


Checklist para e-commerce antes de escolher o regime em 2027

Antes de definir a modalidade, levante:

  1. faturamento dos últimos 12 meses;
  2. faturamento médio mensal;
  3. custo mensal de mercadorias;
  4. margem bruta;
  5. principais fornecedores;
  6. regime tributário dos fornecedores;
  7. despesas com marketplace;
  8. despesas com frete e logística;
  9. gastos com tecnologia;
  10. percentual de vendas B2C;
  11. percentual de vendas B2B;
  12. despesas potencialmente creditáveis;
  13. custo contábil adicional;
  14. impacto no fluxo de caixa;
  15. efeito da escolha sobre os clientes empresariais.

Com esses dados, será possível comparar os dois cenários de maneira muito mais segura.


Qual a melhor escolha para e-commerce no Simples Nacional em 2027?

A resposta depende da estrutura da empresa.

Mas é possível estabelecer uma tendência.

E-commerces com alto volume de compras, alto CMV e fornecedores no regime regular devem analisar o Simples híbrido com prioridade.

Isso acontece porque essas empresas podem possuir uma quantidade relevante de créditos de IBS e CBS.

Já lojas virtuais com:

  • poucas despesas geradoras de crédito;
  • margem elevada;
  • fornecedores com baixo potencial de creditamento;
  • operações simples;

podem continuar encontrando vantagem no Simples puro.

A decisão não deve ser baseada apenas no segmento.

Dois e-commerces que vendem exatamente o mesmo produto podem chegar a conclusões diferentes dependendo de sua estrutura de custos e fornecedores.


Conclusão

A Reforma Tributária muda a maneira como e-commerces optantes pelo Simples Nacional precisarão pensar seus impostos.

Em 2027, a decisão não será simplesmente permanecer ou sair do Simples.

Será necessário escolher entre:

Simples Nacional puro, mantendo IBS e CBS dentro do regime simplificado;

ou

Simples Nacional híbrido, mantendo a empresa no Simples, mas levando IBS e CBS para a sistemática regular.

Para empresas de comércio eletrônico, o principal fator dessa decisão será o potencial de créditos sobre as aquisições.

Como o e-commerce normalmente compra mercadorias para revenda, possui custos logísticos e utiliza diversos serviços na operação, pode existir um volume relevante de créditos.

Por isso, em muitos casos, o Simples híbrido deverá ser analisado com bastante atenção.

Mas não existe uma modalidade automaticamente melhor.

A escolha ideal será aquela que apresentar o menor custo tributário efetivo e o melhor resultado financeiro após considerar créditos, fornecedores, despesas, clientes e custos operacionais.

Em 2027, planejamento tributário deixará de ser apenas uma escolha de regime.

Para muitos e-commerces, será uma decisão diretamente ligada à margem e à competitividade do negócio.


Perguntas frequentes

O Simples Nacional acaba em 2027?

Não. As empresas que atenderem às condições continuarão podendo permanecer no Simples Nacional.

O que muda para e-commerce do Simples em 2027?

Uma das principais mudanças será a possibilidade de manter IBS e CBS no Simples ou optar pela apuração desses tributos pelo regime regular.

O e-commerce precisa sair do Simples para aproveitar créditos?

Não necessariamente. A legislação permite que a empresa permaneça no Simples e opte pela apuração regular de IBS e CBS.

O Simples híbrido é melhor para todo e-commerce?

Não. O benefício depende do volume e do tipo de compras, despesas, fornecedores, margens e perfil dos clientes.

Quanto maior o estoque comprado, melhor o híbrido?

O alto volume de compras aumenta a importância da análise de créditos, mas não garante sozinho que o híbrido será mais vantajoso.

E-commerce que vende apenas para pessoa física deve ficar no Simples puro?

Não necessariamente. Mesmo que o consumidor não aproveite crédito, o próprio e-commerce pode possuir créditos relevantes em suas aquisições.

E-commerce B2B deve analisar o híbrido?

Sim. Além dos créditos relacionados às próprias compras, o impacto dos créditos para os clientes empresariais pode influenciar a competitividade da operação.

Qual é o primeiro passo para decidir?

Levantar faturamento, CMV, compras por fornecedor, despesas, margem, perfil dos clientes e potenciais créditos e realizar uma simulação comparando os dois modelos.


Aviso: Este artigo possui caráter informativo. A escolha tributária deve ser feita com base na legislação vigente, nas regulamentações aplicáveis e na realidade financeira e operacional de cada empresa.

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