Entenda mais sobre a nova lei de proteção de dados pessoais no e-commerce

Privacidade é um tema relevante hoje em dia. Para tratar isso aqui no Brasil, foi sancionada, em agosto de 2018, uma norma que prescreve novas regras para o relacionamento entre as lojas e os clientes.

Os efeitos dessa nova lei de proteção de dados pessoais no e-commerce são bastante claros e evidentes, e as empresas terão que se adaptar para não serem penalizadas. Para saber mais sobre essa importante lei que logo entrará em vigor, continue acompanhando este post.

O que diz a lei de proteção de dados?

Diversos casos de invasão à privacidade têm sido noticiados ultimamente e isso gera uma preocupação geral sobre o tema. O Facebook esteve envolvido em um desses casos e a Amazon, um dos mais conhecidos marketplaces do mundo, também.

A lei de proteção de dados pessoais, n.º 13.709/2018, foi baseada na regulação que já existe na Europa, chamada de GDPR (Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais da União Europeia). Sancionada em agosto, entrará em vigor dentro de alguns meses (cerca de 18 meses depois).

Ela prescreve a criação de uma autoridade nacional de proteção de dados e um conselho nacional constituído por civis e por representantes do Estado. A ideia é que esses órgãos proponham regras e critérios para definir a relação entre lojas e os clientes.

A lei também confere mais autonomia para o comprador e controle com relação aos seus dados que são utilizados por companhias provedoras de serviços/produtos. Com mais poder na mão do cliente, as empresas, principalmente as de e-commerce, terão que se orientar por princípios semelhantes aos do chamado marketing de permissão, que estabelece a vontade do consumidor como um norte para as ações.

Quais as implicações da nova lei de proteção de dados pessoais no e-commerce?

Para qual finalidade você usará os dados do consumidor? Com quem serão compartilhados? Quais são as informações que ele está concedendo? Segundo a nova lei, a resposta para essas perguntas deve ficar clara para os clientes e todo processo cliente-empresa no e-commerce deverá ser feito com transparência.

Qualquer empresa que quiser lidar com dados pessoais das pessoas precisará de forte embasamento legal e justificativa plausível para tal. Além disso, deverão indicar um encarregado (um oficial de proteção de dados) para fiscalizar o cumprimento das regras. A regulação ainda determina que o cliente pode, a qualquer momento, se opor às solicitações de uso de suas informações e revogar a autorização.

Além de contar com a possibilidade de se opor, os clientes poderão solicitar a correção dos dados caso estejam incorretos.

A norma também prescreve o cuidado com os chamados dados especiais, que são: orientação sexual, raça, opinião política, entre outros. Para as lojas de e-commerce, o ideal é evitar coletar essas informações.

Isso nos leva a mais um ponto importante. Devido ao grau de restrição da nova lei, as empresas de e-commerce devem se preocupar em solicitar apenas informações que serão necessárias para a entrega do produto vendido e para o processo de compra em si. Até porque a companhia tem a responsabilidade de cuidar da segurança de todos esses dados coletados.

Uma mudança total na cultura da empresa é fundamental para orientar os processos à permissão do cliente e evitar problemas com a justiça.

Por que é importante seguir a legislação?

É evidente que, por uma questão jurídica, as empresas devem respeitar as normas estabelecidas pela constituição. Enfrentar problemas judiciais e multas pode ser prejudicial à reputação da marca e resultar em perda de autoridade no mercado.

Mas investir no que a lei define é importante para buscar a satisfação do consumidor também. A importância de orientar as estratégias ao diálogo com o cliente, deixando claro todos os passos, ajuda a construir confiança, o que resulta em fidelização.

Ou seja, a nova lei determina uma relação mais transparente entre as lojas e os consumidores, a fim de proteger os clientes e evitar invasões de privacidade. Se as empresas aprenderem mais e buscarem rever suas ações para respeitar a norma, não terão problemas.

 

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Fonte: hub2b

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