Confira as propostas dos presidenciáveis para startups e inovação no Brasil

Apesar de ter subido cinco posições no Índice Global de Inovação, estudo da Universidade de Cornell divulgado neste ano, o Brasil ainda ocupa a modesta 64ª posição – dentre 126 economias avaliadas – quando o assunto é desenvolvimento de tecnologia e startups.

A menos de uma semana das eleições, o que os candidatos à presidência pensam sobre inovação e quais as suas propostas para a economia digital?

Abaixo, você confere o que defendem os sete principais presidenciáveis para essa área. As informações foram reunidas no estudo Liga Insights – Eleições 2018, documento que compila os planos de governo com o objetivo de mapear o que cada candidato pretende fazer nas áreas de ciência e tecnologia no país. A lista está organizada por ordem alfabética.

Álvaro Dias (Podemos)

Defende a ideia do desenvolvimento interno de novas tecnologias como uma das bases de implementação de um país eficiente nos âmbitos público e privado. Acredita que o estímulo ao empreendedorismo vai basear a geração de empregos. Ressalta também a importância do investimento em tecnologia nas áreas de agricultura, indústria e serviços. Candidato foi autor do Projeto de lei Complementar que propõe isenção de impostos para atrair investidores-anjo em startups.

Ciro Gomes (PDT)

Propõe a otimização da gestão pública no Brasil, incluindo um processo de integração e modernização dos sistemas públicos de Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC) e implementação de sistemas de Big Data no governo federal. Ele também é favor de aumentar a segurança jurídica para empresas ligadas à inovação e das políticas de incentivo à inovação e sustentabilidade, financiadas tanto por bancos privados como pelo BNDES, além da desburocratização da importação de insumos voltados à pesquisa.

Fernando Haddad (PT)

Haddad defende um sistema de inteligência fundado em alta tecnologia para monitorar as fronteiras territoriais e qualificar os profissionais de segurança. O plano “Viver Sem Limites” pretende incentivar a inclusão educacional e digital de pessoas portadoras de necessidades especiais e parcerias com o Sistema S (Senai, Sebrae, SESC, Senac) para a capacitação técnica de empreendedores como forma de combater as desigualdades e políticas de incentivo às Pequenas e Médias Empresas.

Geraldo Alckmin (PSDB)

Pretende ampliar as parcerias entre as universidades, empresas e empreendedores. É a favor do PL 6.299/2002, voltado à Agroindústria, e disse que defende uma reforma na Previdência Social e da redução do imposto de renda para pessoas jurídicas. Apesar das menções sobre o incentivo à pesquisa para a competitividade, à redução do IR para empresas e ao crédito para pequenos empreendedores, não há menções de tais propostas em seus planos de governo, segundo o Liga Insights.

Jair Bolsonaro (PSL)

Apresenta propostas que convergem com os eixos de incentivo à pesquisa e produção de tecnologias com foco em melhoria da produtividade e riqueza do país. Em seu plano de governo, ele cita a criação de “hubs” tecnológicos como já acontece em países como Israel e Estados Unidos e fala sobre requalificar a força de trabalho para as novas demandas da economia. Ele também declara “apoio às startups e scale-ups de alto potencial” em parceria com instituições privadas do mercado de capitais.

João Amoêdo (Novo)

O candidato aposta na tecnologia e na inovação como recursos para combater a corrupção e melhorar a segurança no país. Ele cita a criação do “prontuário único” para eliminar filas e as plataformas digitais para otimizar a marcação de consultas no sistema de saúde. Outra bandeira defendida por Amoêdo é a desburocratização do Estado. Para ele, existe hoje “um governo que atrapalha a geração de emprego e o empreendedorismo, com inúmeras leis e burocracias que dificultam a vida de quem quer trabalhar ou abrir negócio para sustentar a família e crescer na vida”.

Marina Silva (REDE)

Sugere criar um Conselho Nacional de Transparência, que faria avançar os ganhos obtidos com a Lei de Transparência e Lei de Acesso à Informação. Reforça também a ideia de uso das novas tecnologias para aumentar o interesse dos jovens. Dá destaque para aplicação de novas tecnologias também nos campos da saúde, saneamento, preservação do meio ambiente e segurança. Para a candidata para fomentar a inovação será preciso promover uma reforma tributária e incentivar a economia criativa e colaborativa e as fintechs.

 

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Fonte: ecommercebrasil

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