Comércio eletrônico pode auxiliar vendas das lojas físicas

O comércio eletrônico está crescendo, isso é fato. A previsão é de que em 2018 o segmento cresça 15% e o faturamento chegue a 69 bilhões de reais. Além disso, até 2021 estima-se que 27 milhões de pessoas comprarão pela primeira vez por meio da internet, segundo um estudo encomendado pelo Google junto à empresa Forrester Research. Apesar desses dados mostrarem a potência do comércio virtual, também vale destacar que eles podem influenciar positivamente nas vendas das lojas físicas. Inclusive, essa expectativa é grande, já que se estima que em 2018 o varejo abra 20 mil lojas.

Por meio do e-commerce, o consumidor pode ter acesso aos produtos disponíveis na loja, encontrar o que precisa, e ir até o ambiente físico para ver o produto e comprá-lo, se continuar com o interesse — o caminho contrário também já é prática comum. É estimado que a chance de um cliente finalizar a compra, após ter buscado informações na internet, é de 86%, enquanto a estimativa para aqueles consumidores que vão à loja física sem ter pesquisado no meio digital é de 60%. A junção do ambiente físico e virtual vêm dando tão certo que até mesmo empresas que antes só vendiam no online, também abriram lojas físicas.

Pesquisa com usuários da HostGator, um dos principais provedores de hospedagem de sites e outros serviços relacionados à presença online do mundo, demonstra como a presença online pode ser um impulso para o crescimento das empresas. O levantamento da HostGator deste ano registrou que 44% dos clientes são de pequenas empresas, 32% têm um site pessoal ou blog, enquanto apenas 18% são de grandes lojas ou marcas. “Garantir a presença na internet é fundamental para o sucesso de um negócio”, ressalta o Gerente de Desenvolvimento da HostGator, Vandre Ramos.

Dentro dessa nova forma de consumo, existe outra tendência que vem se destacando: as compras por celular. Em 2017, os mobiles representaram 27,3% dos dispositivos utilizados para novas aquisições com o e-commerce. Neste ano, estima-se que esse número chegue a 37% das compras. “Hoje, 30% das pessoas só podem ser impactadas pelo mobile, porém muitos e-commerces ainda não estão preparados para esses dispositivos. Abre-se assim mais um longo caminho de melhoria, que vai resultar em mais crescimento do comércio eletrônico no Brasil para os próximos anos, na casa de dois dígitos”, afirma Gustavo Dechichi, CEO da Avanti — empresa líder na área de e-commerce e negócios digitais.

Além da forma mais comum de se fazer compras pela internet — por meio do cartão de crédito —, o surgimento de plataformas de cobrança ajuda vendedores e consumidores. Com eles é possível oferecer descontos se o cliente optar por pagar via boleto bancário ou até estender a possibilidade de recebimento por cartões para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Piero Contezini, empreendedor e CEO da Asaas, diz que “nem cliente nem lojista precisam ter conta em banco para comprar pela internet”. Para as transações acontecerem, basta apenas “um celular com o aplicativo da plataforma e uma conexão com a internet”. Assim elimina-se a cobrança de mensalidades pelo aluguel de máquinas de cartão e tarifas bancárias pela movimentação de contas. A solução desenvolvida por ele é usada por mais de 7 mil MEIs em todo o país.

Com a abertura e crescimento da área digital, é indispensável que algumas precauções sejam tomadas para a segurança dos dados pessoais. “Verificar se o site possui o SSL, um recurso de segurança que criptografa informações trocadas entre site e usuário, é o primeiro passo para se certificar que se trata de um ambiente seguro para efetuar transações” recomenda Vandre Ramos, Gerente de Desenvolvimento da HostGator. Também é necessário observar alguns indicativos de que o e-commerce é confiável, como se o endereço se inicia com “http” e se apresenta um cadeado verde. Além disso, em lojas confiáveis, informações como CNPJ, endereço, telefone e e-mail estão no rodapé do site e são disponibilizados canais de relacionamento com os clientes.

Para evitar que usuários sejam vítimas de fraudes no e-commerce, é fundamental o cuidado no compartilhamento de informações sensíveis, como dados pessoais, bancários e de cartão de crédito, por exemplo. “As fraudes reforçam a necessidade de saber o quê e com quem se está compartilhando informações e documentos que sejam importantes para o consumidor”, explica Cassio Brodbeck, CEO da OSTEC Business Security, empresa especializada em segurança virtual corporativa.

Além dessas, veja outras dicas para fazer compras pela internet com segurança:

Dicas para fazer compras pela internet com segurança:

  • Utilize senhas fortes com letras, minúsculas e maiúsculas, números e caracteres especiais para fazer o login;

  • Evite utilizar a mesma senha para vários serviços, pois caso uma seja roubada, isso comprometerá várias outras aplicações;

  • Mantenha sempre suas aplicações atualizadas. A falta de atualização abre portas para terceiros mal intencionados inserirem conteúdo malicioso em sua aplicação;

  • Mantenha um antivírus regularmente atualizado;

  • Crie políticas de backup com cópias externas ao ambiente operacional regularmente utilizado;

  • Evite colocar senhas e dados de cartão de crédito em computadores públicos. Também é importante não realizar compras em locais como lan houses e cybercafés;

  • Procure referências das lojas e sites que você está comprando ou acessando.

 

 

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Fonte: ecommercenews

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