Enquanto o mercado se recupera, e-commerce deve bater recorde no Natal

Após um 2016 com números ruins, o mercado está confiante que o Natal deste ano será melhor. Ao menos é o que apontam diversas entidades do setor, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que prevê um aumento de 4,3% nas vendas em relação ao ano passado, e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo (FCDLESP), que projeta uma alta de 5% nas trocas.

O crescimento anima também o segmento de e-commerce brasileiro, que já representa o quarto maior mercado pela internet do mundo, com mais de 100 milhões de usuários ativos.

Em 2016, segundo a CNC, a queda nas vendas para o Natal foi de 5%, uma notícia péssima, levando em conta que, no ano anterior, o comércio também havia encolhido 4,9% no mesmo período. Em 2014, o crescimento do mercado foi de apenas 1,8%.

“Devemos voltar para uma sazonalidade normal, com aumento da produção acompanhando a alta da demanda no Natal”, diz Marcelo Azevedo, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Para 2017, acreditamos numa ligeira melhora mesmo sabendo de toda a influência da economia no país”, completa Mauricio Stainoff, presidente da FCDLESP.

Os números do CNC se apoiam no aumento da demanda à indústria registrada entre os meses de junho e agosto, quando os lojistas começam a encomendar produtos para o final de ano. Segundo a entidade, só a produção de eletrônicos teve alta de 20,4% neste período. Já os dados da federação dos lojistas se baseiam na expectativa dos lojistas e em como eles estão se preparando para atender a demanda.

E-commerce

Se o mercado comum passa por uma recuperação, o mesmo não se pode dizer das vendas pela internet: para o SPC Brasil, será o primeiro Natal da história em que os consumidores vão comprar mais pela web do que nos shoppings. A expectativa é que 40% de tudo o que for comprado seja feito pelo computador, contra 37% dos que ainda irão aos centros comerciais.

Para agências de marketing digital, a expansão da demanda do setor exige conhecimento e investimentos em áreas como SEO, performance e comunicação de sites. É fundamental que o e-commerce esteja cada vez mais bem informado e preparado para receber um número maior de usuários diferentes, ou seja, pessoas com demandas distintas e que vão consumir via internet.

Os dados do SPC Brasil ainda indicam que, não somente para comprar, o e-commerce também é utilizado para pesquisar preços. É o que irão fazer 83% dos compradores em potencial deste final de ano, dos quais 76% pretendem usar a internet. Isso demonstra como o brasileiro mudou sua relação com as compras pela web. O setor de e-commerce cresce ano a ano no Brasil, o que indica que esse é um caminho natural do consumidor.

 

 

Fonte: E-Commerce Brasil